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Tuesday, January 14, 2014

Mercedes-Benz quer ser referência para os fãs de tecnologia


Empresa promete seguir levando novos recursos a modelos como o Classe C






Há alguns anos empenhada no rejuvenescimento de sua
imagem, a Mercedes-Benz lança modelos cada vez mais esportivos e
modernos, tanto no design quanto no conteúdo. Depois dos compactos
Classe A, CLA e GLA, chega a vez do novo Classe C estrear. E o sedã mais
vendido da marca alemã incorpora tecnologias antes oferecidas somente
nos modelos mais requintados.



Segundo a Mercedes-Benz, a maioria dos itens tecnológicos que equipam o
Classe C vieram do Classe S, em um processo que levou apenas oito meses.
Se depender do Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Thomas
Weber, esta agilidade será cada vez mais comum nos futuros lançamentos
da marca.



"Oferecer as últimas tecnologias o quanto antes aos nossos clientes faz
parte de nossa estratégia no mercado, até porque ao fazermos isso saímos
na frente de nossos rivais. Tradicionalmente, oferecemos tecnologias
inéditas no Classe S, principalmente no que diz respeito a sistemas de
segurança. Mas, desta vez, em apenas oito meses conseguimos
disponibilizar diversas novidades do Classe S no Classe C", declarou, em
entrevista concedida a QUATRO RODAS.



"Isso só é possível por oferecermos plataformas compartilhadas entre
nossos veículos compactos e também entre os de maior porte, permitindo
que nossos modelos adotem as últimas tecnologias o quanto antes. É por
isso que o novo Classe C é o mais seguro de sua categoria, podendo
trazer até comodidades como a tecnologia de direção autônoma vista no
novo Classe S", afirmou Weber.



No entanto, de nada adiantaria oferecer modelos ultra-modernos se o
nível de qualidade não for condizente com o que os clientes esperam de
um Mercedes-Benz. Weber afirma que a marca se preocupa bastante em
manter o (alto) padrão de produção de seus modelos, independente de onde
eles sejam produzidos. E o mesmo acontecerá com os futuros Classe C e
GLA que sairão da planta de Iracemápolis, no interior de São Paulo, a
partir de 2016.



"Toda vez que inauguramos uma nova fábrica seguimos uma espécie de
cartilha com os princípios de qualidade da Mercedes-Benz. Por isso,
aplicamos um programa muito rígido de seleção de nossos fornecedores e
investimos na qualificação da mão-de-obra. A produção de nossos carros
utiliza diversos componentes vindos da Alemanha, pelo menos até termos
certeza de que temos volume e qualidade suficientes para nacionalizar a
produção. Estes fatores foram fundamentais no processo de decisão da
fábrica de Iracemápolis".



Questionado sobre a possibilidade de os modelos feitos no Brasil
contarem com a tecnologia flexível - algo considerado "indispensável"
pelo CEO da Daimler AG, Dieter Zetsche -, Weber afirmou que os carros
"brasileiros" poderão rodar com etanol ou gasolina.



"Fizemos várias reuniões até resolvermos este problema, pois sabemos que
o Brasil é o mercado mais importante quando falamos em tecnologia
flexível. Analisamos se esta decisão faria sentido e pesquisamos o que o
mercado pede, até concluirmos que seria interessante apoiar este tipo
de decisão (fabricar carros com motores flex)".



Por fim, Weber ressaltou que a tecnologia continuará sendo um dos
pilares da Mercedes-Benz no desenvolvimento de seus futuros lançamentos.




"Somos a empresa líder em tecnologia. Nós inventamos o carro e
acreditamos que podemos fazer tudo que for possível para tornar a vida a
bordo mais agradável no futuro. O Classe S, por exemplo, é uma vitrine
que traduz nossa filosofia de incluir tudo que há de melhor atualmente.
Estamos constantemente desenvolvendo novidades para os próximos anos, e
assim vamos continuar fazendo nos próximos anos".



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Disponível no(a):http://quatrorodas.abril.com.br

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