Ele terá a missão de substituir o Touareg e fzer a VW ganhar dinheiro com um SUV de luxo
A Volks já tem data para aposentar o Touareg. Deve
ocorrer até 2016, com a substituição do seu utilitário topo de linha
pelo CrossBlue.
Apresentado como conceito no Salao de Detroit, em
janeiro, o novo SUV terá a missão de abrir espaço em mercados nos quais a
participacao da VW anda abaixo do esperado, como Estados Unidos e
China, além de reforçar as vendas na Europa, América Latina e outros
países da Ásia. Para a Volks, o CrossBlue marca o encerramento de uma
fase de alto custo e baixa rentabilidade, já que o Touareg divide
componentes caros com o Audi Q7, sem atingir os volumes esperados pela
marca do "carro do povo", basicamente porque era caro demais para um SUV
de uma marca sem prestígio no segmento de luxo.
O novato tem o trunfo
de utilizar a plataforma MQB, a mesma do novo Golf, o que reduzirá
drasticamente o custo de produção. Essa base foi anunciada como a mais
flexível já desenvolvida mundialmente e, nos planos da empresa, a
estrutura será o ponto de partida para todos os seus produtos equipados
com motor transversal dianteiro.
Gastando menos para fabricar, a
ideia é oferecer o novo SUV a um preço mais competitivo e dividir
terreno com os coreanos. Por ora, nem o nome nem preço estão definidos,
já que o modelo final será lançado em até três anos, ao menos nos EUA.
Lá, espera-se que custe 25% menos que o Touareg. Além disso, o CrossBlue
também tem a missão de orientar o desenho dos futuros SUVs da marca.
Quadro de instrumentos é uma tela de alta definição
Embora
não pareça, o jipão é enorme.Tem quase 5 metros de comprimento e sete
assentos. Suas dimensões avantajadas (19 cm de comprimento e 7 cm de
largura a mais que um Touareg), revelam a flexibilidade da plataforma
MQB. O Golf VII tem entre-eixos de 2,63 metros. O CrossBlue tem 2,98.
Apesar
de ainda ser um conceito, suas formas e especificações estao perto do
que será o modelo definitivo. O primeiro indício está no design,
semelhante ao que conhecemos hoje nos carros de produção. Aliás, se
fosse colocado num estante de vendas, ele não se destacaria tanto dos
demais, já que compartilha elementos comuns ao resto da família.
O
console central funciona como uma continuação do painel, assim como no
modelo atual, mas há novos comandos. O CrossBlue tem ar-condicionado de
quatro zonas e tracao 4x4. Seus botões ficam camuflados no console, e
sobem à posição de uso quando a ignição é acionada. Telas de alta
resolução atrás dos bancos dianteiros fazem parte de um sistema de
entretenimento que promete criar um novo padrão. No painel, a tela
sensivel ao toque tem 10,2 polegadas. Esse display ainda é usado para
monitorar os motores elétricos e a tração. Os assentos centrais hoje têm
só dois lugares, mas até o lançamento serão substituídos por um banco
convencional de três, instalado sobre trilhos para facilitar o acesso à
fileira do fundão, onde há mais dois assentos. Com sete a bordo, cabem
335 litros no porta-malas, mas o volume sobe para ate 812 quando a
terceira fila não está em uso. Rebaixando os assentos, é possível
carregar até uma prancha, pois o comprimento interno é de 3,11 metros.
Motor a combustão combina forças com dois elétricos
O
sistema de propulsão é híbrido do tipo plug-in (que pode ser conectado a
uma tomada para recarregar as baterias).
SUV e um híbrido plug-in
No entanto, haverá opções a
gasolina de quatro e seis cilindros. No nosso test-drive em Frankfurt,
avaliamos o mais caro, com 2.0 diesel que trabalha em conjunto com um
motor elétrico de 55 cv e 18,35 mkgf no eixo dianteiro e outro elétrico
de 115 cv e 27,5 mkgf no eixo de trás. Combinados, rendem 306 cv e 71,38
mkgf.
Teto rebaixado aproxima o SUV de uma perua
Ao ser ligado, o CrossBlue nao faz barulho. O motor a
combustão só entra em ação quando o acelerador é pressionado com vigor.
Entretanto, é possível acionar a função EV, que permite rodar apenas com
os motores elétricos. Nesse caso, somente a tração traseira funciona,
mantendo a velocidade máxima limitada a 120 km/h - porém a autonomia
nessa configuração cai para meros 33 km.
Quem vai atrás tem DVD
Auxiliares eletrônicos
controlam todo o funcionamento do conjunto mecânico. No modo Eco, o
acelerador e o ar-condicionado têm rendimento parcial, já que o intuito é
poupar energia. É o oposto do Sport, no qual toda a potência fica
disponível. No modo Off-road, o motor a gasolina alimenta o elétrico
dianteiro, que passa a funcionar como um gerador de energia para o
traseiro. Este, por sua vez, se encarrega de distribuir a tração.
Segundo a VW, o CrossBlue pode ir de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos. Os
números de consumo divulgados são igualmente generosos: 47,6 km/l,
quando os motores elétricos estão em ação, ou 20,4 km/l, quando a tração
está a cargo exclusivamente do 2.0 diesel. São números ousados e
animadores, mas que nao estarão disponíveis nas versões comerciais. Uma
pena.
VEREDICTO
A VW quer corrigir
os defeitos do Touareg, com um carro que tem preço menor e eficiência
energética maior. Assim, o comprador - e o planeta - só tem a ganhar
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Disponível no(a):http://quatrorodas.abril.com.br
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